terça-feira, 27 de maio de 2008

one of thoooose days.

simples.


você só precisa pensar que talvez o problema esteja em você e não nos outros.













e isso é uma mensagem para mim mesmo, mas não somente.


e.
na verdade, forget about it.
eu só tive um dia daqueles!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

queria eu ter uma varinha.

apesar do pobre coitado não ter nada a ver com a história, sinto vontade de feri-lo.
quem sabe tocar em uma ferida velha, aquela que bem sei eu! ah, seria ótimo perguntar de forma impertinente sobre aquela marca ali, tão aparente, aquela alí ó, não adianta esconder!
poderia fazer isso de modo lento, começando como quem nao quer nada, e ZAP!
como estou sádico.
mas... ele não tem culpa de nada, o coitado, vítima.

como sou sujo.

tentaria justificar a minha sujeira, dizer que aquele encardido ali foi deixado por tal pessoa no caminho da vida.
mas estaria me enganando. nao me limpo por que nao quero, por que é mais comodo assim. sou o ser do comodismo.

na verdade, chama-se a isso cano de escape.
minhas idéias de tão idealizadas estão no pedestal mais alto, não podem mais ser feridas nem escutar os meus desaforos de indignação.
resta-me mesmo é descontar a raiva nos coitados.



engraçado como sempre que escrevo aqui, parece que estou tendo déjà-vus. acabei de ter um.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

corpus christi é um feriado malvado.

eu tenho quatro dentes a menos.
a cirurgia foi simples, e o óxido nitroso (gás hilariante), me fez achar tudo que meu pseudo-primo (e meu cirurgião-dentista) falasse fosse a coisa mais engraçada do mundo. tentava conter, mas minha barriga pulava em espasmos de risos travados;

eu sinto gosto de sangue na boca.
a recuperação está sendo chata. mas esperava coisa pior... pensei que a dieta de sorvetes, sucos e outras coisas gostosas e líquidas fosse me agradar. depois do primeiro dia, já nao aguento mais urinar tanto. sentir cheiro de sorvete ou açaí me revira o estômaga.
na verdade nao sei se estou nauseado por conta de ingerir só esse tipo de alimento líquido/pastoso ou se pelo constante gosto de sangue descendo pela garganta;


eu tenho uma mania.
sempre me repreendo quando a cometo, pois odeio redundâncias, em todos os aspectos da vida. quando encontro alguém querido, sigo com o pré-estabelecido inconscientemente "oi!... tudo bem?..." e, após receber a resposta da minha pergunta pessoal de por quantas anda a vida da pessoa, logo atiro "como vai a vida?".
talvez eu faça isso por que a primeira pergunta quase sempre é respondida mecanicamente com um "tudo bom!". acho eu que, intimidado pelo silêncio que se criaria após obter tal resposta lanço tal pergunta, com o mesmo objetivo.
a pessoa se vê obrigada a repetir. mas geralmente se surpreende e repensa na resposta, e as vezes um "tudo bem" se transforma em um "ai, o dia está meio chato hoje" ou "na verdade não, minha lula morreu ontem."

terça-feira, 13 de maio de 2008

ensaio

PRIMEIRO ATO

Ambiente hindu-budista, incensos, almofadas coloridas e tecidos estampados pelo chão.

Bolinhas de sabão pairam pelo ar.

Há uma bacia rasa e discreta, com água e sabão, e um arame em circuferência grande com haste, para fazer bolas de sabão maiores, logo a frente das almofadas.
Não se sabe a hora nem o local exato. (Macro-rubrica)

Cena 1

Hippie.

Hippie:
Sentado nas almofadas, em frente a bacia rasa. Ainda sentado levanta a cabeça sem pressa. (Rubrica objetiva)

Expressão de paz filosófica:
(Rubrica subjetiva)
Eu sempre gostei de bolhinhas de sabão...


Brinca com as bolhinhas.
(Rubrica objetiva)

Olhar vago: (Rubrica subjetiva)
Tão puras... São só de água e sabão.
Tão coloridas... Mesmo assim, translúcidas, transparentes, como se fossem mesmo lúcidas.
Levanta-se, pega o arame em circunferência, mergulha na água e, rodando no ar, faz uma bola maior que as outras. Assiste ela tomando forma e logo depois estourar. (Rubrica objetiva)
Volta a si: (Rubrica subjetiva)
Se você se esforçar pode encontrar o sentido da vida em cada detalhe, como naquela bolha de sabão tão efêmera.
Elas são como o mundo, a natureza e a vida em sua essência!
No começo pode até parecer turbulenta e disforme. Mas é só parar para observarmos mais de perto e aquietarmos os ventos da vida que ela assume sua forma plena, infinita, com seus redemoinhos de cores.
Todo esse equilíbrio, essa plenitude pode lhe parecer até simplório. Afinal, isso é apenas água e sabão.
Mas a vida também é assim, e é assim como eu a encaro e a aceito, obviamente, não apenas de água e sabão, mas apenas de PAZ e AMOR.




Alguma música do musical Hair começa a tocar... (Macro-rubrica)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Essa pobreza de espírito.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

sistemático

Meu professor de sociologia, sendo ele um andróide, apresentou falha humana, esquecendo como se escreve "marketing".

Na mesma aula aprendo que o amor é regido por interesses particulares. Amor é egoismo; amor é egocentrismo. Relacionamentos dão certo quando há um encaixe de interesses.

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Pelo menos nisso ele tem uma visão bem "androideana".

terça-feira, 6 de maio de 2008

cought!

Tendo em vista que estou aqui, em meu lugar, e você aí, em seu lugar, meu peito aperta e se pergunta embalado ao som de algum grupo, "por que é que nao se junta tudo numa coisa só?!"

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Sinto-me preso aos garotos do meu passado, fico ansioso, nao consigo me esvair pela ponta da caneta.
As vozes a minha volta me irritam, sinto minhas entranhas ficarem túrgidas de algo gélido, tão gélido que queima, queima minhas paixões e meus ódios, sendo eles, viscerais...

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Ah, como mosca tonta, faz-me seguir seus odores, seus fluídos e me deixas nú. Retira deliciosamente minhas carapaças, minhas resguardas.
Quando me entrego, esperando ser abocanhado, apenas me prendes em seus lábios e me sugas a alma.

Silêncio.
Querido, minhas amígdalas já doem. E a querida Clarice já guardou a sua estrela.
Sim.