sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

das fantasias a maior

J'ai rêvé de toi, de nous.

Nós nos escondíamos. A sua boca procurando uma outra que sim a minha. Essa confusão, o conhecer de uma língua dura, travada como fruta verde. Esta não deixando de ser um prazer imensurável, apesar de que pouco, mas bem pouco duradouro. A reciprocidade fantasiada exigiu demais de mim, de ti, sem existir. Eu perdido nos olhos, nos cheiros e na sua simplicidade. Não, não... esses olhos possuem uma vastidão de mistérios. Você alegando timidez. Nós nos afastando sem existir.
Sem existir.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

demonstração

Não, eu não lembro. Não há tinta alguma cobrindo as ataduras.
Não há um você para me lembrar, apenas as lembranças de ter lembrado de jardins que pareciam abismos, cachorros mortos, rosas eternas, cestos caidos, noites úmidas de verão habitadas por sapos, máscaras chinesas, teatros de sombras, cerigrafias e as tintas naturais.
O som da fricção entre a tela e as escovas, enquanto os pigmentos escorrem ralo abaixo exalando o cheiro químico. Não lembro do cheiro, estranho. Mas o barulho aflora algo que ficou preso entre minha pele e meu ser. Algo que não sei despir.
E há as maçãs, as fotos em p&b, as noites em que assistiamos filmes absortos e sozinhos em nós mesmos, nús. E depois as discussões, a falta de palavras, a falta que você, alguém, você, alguém, você me faz.
Não, eu não lembro de planos, apenas de outra vida. 


Por favor, entendam-me. Eu sou tão impossibilitado de dar o segundo passo quanto de me imaginar dando o primeiro.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Rubon

Qu'est-ce que c'est cette chose qui s'est incrustée à moi?
Peut-être que le désir d'avoir quelque chose qu'on croit ne meriter pas. Oui, ces choses sont la seule fascination que j'ai eu depuis que les enchantements ont commencé. Pour ça je me fait meriter de très peu.
Mais la fatigue avance ainsi comme ma imagination et je me deprime avec l'inexistant.

Inquiet.
Inquiet.
Inquiet.
Et on tremble.
Et cette fois ce n'est pas du désir.
Et je mens, c'est du pur désir.

Laisse moi me reposer un p'tit peu.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

As trocas e desvios de olhares faziam as dores das queimaduras e traições se confundirem, dores que enraizam até os ossos. O tom de proibido sempre excita mais, fazendo-o se questionar sobre como estaria reagindo se o contexto fosse outro.
De toute façon, il a flashé sur lui. Essa definição que só os franceses conseguem ter sobre instantaneidade.
Isso e as velhas tradições.
Sentia o calor que subia. Os dedos que se procuravam silenciosamente. Terminando sempre com as timidamente obscenas trocas de olhares. Não sabia o que estava fazendo, não sabe o que está fazendo, mas faz.
O registro de algo que não aconteceu. Carícias e preocupações.
E aí veio a porta entreaberta, o boom de cores afagos inspirações -aspirações- ofegantes. Inconsequência do hálito alcoolico.
"Aqueles momentos bons onde as palavras não se fizeram necessárias, aah esses eu lembro"

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

réponse - na verdade não

C'est plus facile de n'aimer pas l'amère. Quoiqu'il me semble être la nouvelle vague du moment. Non, en effet il y etait toujours. Des types (des amères) il y en a plein, mais on prend du temps pour le savoir - et apprendre a les savourer - ça, je crois, car on a la mauvaise habitude de lui regeter et l'oublier dès le moment qu'on le trouve, par hasard ou pas. (apprendre avec ça)
Bon, en revenant à cette fascination, il me semble venir des esprits moins pratiques: des reveurs, ces êtres qu'ont le besoin de se sentir vivants mais sans se limiter à ce qui est paupable et même doux. L'amère peut choquer. Comme il peut passer inaperçu. Mais tous les saveurs sont comme ça, il faut pas avoir des préjugés. Regeter le saveur - et le plaisir - facile du sucrée est une grande tâche mais l'extrème nous montres des pauvres d'esprit aussi. L'obscenité des sucres peut être effrayant... et grandissant. Bref, ce que je veux dire c'est que por moi n'importe le saveur. J'aime bien les amères, tout en savant qu'il y en a des intolerables. Le sucrée c'est toxique, bien sur, mais on a de vices et on ne peut rien faire. J'ai même pas parlé sur l'odeur fascinant de l'acide et la passion chaude du salée.Il y en a encore ceux qui piquent.
L'important dans le cas c'est que ça m'apporte quelque chose, je veux seulement eviter l'insipide de vivre chaque jour sans rien voir experimenter vivre entendre dire et sentir. Donc si tu/ça peut m'apporter des nouvautés et peut-être même partager des anciennes, les reessayer, venez avec intensité. La duration, ça ne m'importe pas, j'ai appris à faire mes reserves au bas de ma langue.

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Não se planejam passos nem se vai a deriva. As coisas se tornam intangíveis por que elas as querem assim e você não pode jogar culpas sobre elas, nem sobre você.
Eu aprendi que a memória me serve não com o principio maior de me recordar das diversas situações vividas ou desejadas, mas sim de me lembrar como sou mutável e efêmero - e muitas vezes como rejeito aprender. Já fui tantas coisas que desprezo e tantas outras que admiro, mesmo sem saber de onde vem... vem os sentimentos. E se ajo como sujo, não me importo tanto, minha ética sou eu, é minha carga, minha vivência moldável.