Desta vez sem mesmo conseguir o que nós pretendíamos acabamos descobrindo que estávamos enganados, que não nos saciariamos como outrora pensamos.
O que não é bom, talvez seja um passo a frente, sim, mas definitivamente é melhor ter metas no lugar dessa bússola desnorteada que não sabe para onde me guiar.
O inalcansável parece ter deixado de ser a minha problemática, isso é preocupação para depois, mas no que pensar logo depois de entregar as pálpebras ao breu que costumava te ninar tão bem?
Meu romantismo idílico talvez tenha evoluído - contra a minha vontade racional- e tenha aflorado em algo que promete ser amargo. Amargo. Não sabemos, mas decididamente solitário.
Difícil de nos compreender, mas é como se nós esquecêssemos de uma parte de nós, da nossa história, algo que não poderia ser perdido e que agora só deixou deliciosos pedaços de rastros, acredito que bem mais saborosos do que as experiências que foram, somente para nos deixar mais melancólicos. O que vem agora? Não se sabe, mas esperamos que essa experiência nova ao menos não seja esquecida.
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
- tu comprends que c'est bientôt finni?
- oui, mais on parle pas de ça, on a science sociale maintenant.
- ça me rappele des choses. et me donne des envies aussi... est-ce que je peux parler portugais avec toi? tu reponds seulement "aham" à chaque phrase que je dis, comme ça j'aurais l'impression que je parle portugais avec quelq'un.
- aham...
- super!
- ...
- então... eita, não sei.
- aham.
- tá, você gostou da aula de matemática?
- aham.
- heh j'ai demandé si tu as bien aime le cour de math.
- ah, aham.
- bon, ça marche pas, oublies.
- non, fait comme ça donc, dit tout ce que te fait mal, tout ce que tu as envie de dire. de toute façon ni moi, ni personne va comprendre et ça peut te soulager.
- eu me sinto sozinho.
-aham.
- oui, mais on parle pas de ça, on a science sociale maintenant.
- ça me rappele des choses. et me donne des envies aussi... est-ce que je peux parler portugais avec toi? tu reponds seulement "aham" à chaque phrase que je dis, comme ça j'aurais l'impression que je parle portugais avec quelq'un.
- aham...
- super!
- ...
- então... eita, não sei.
- aham.
- tá, você gostou da aula de matemática?
- aham.
- heh j'ai demandé si tu as bien aime le cour de math.
- ah, aham.
- bon, ça marche pas, oublies.
- non, fait comme ça donc, dit tout ce que te fait mal, tout ce que tu as envie de dire. de toute façon ni moi, ni personne va comprendre et ça peut te soulager.
- eu me sinto sozinho.
-aham.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
das dores
Uma coisa que não podemos é desmerecer a dor.
A dor não é nada burra, a dor.
Ela nos engana, se modifica, se desloca. Um ser a parte.
A artimanha que mais tem meu respeito é a capacidade de mudar de intensidade. Nós nos habituamos muito rápido a tudo, e quando algo começa a ser contínuo, cíclico, previsível, nosso cérebro começa a ignorar e isso pára de nos gener.
A dor, ela conhece bem isso - as nossas sinápses racionas e as automáticas - e assim muda de forma e intensidade toda hora, sempre nos lembrando que ela está lá.
É, a dor não é nada burra...
A dor não é nada burra, a dor.
Ela nos engana, se modifica, se desloca. Um ser a parte.
A artimanha que mais tem meu respeito é a capacidade de mudar de intensidade. Nós nos habituamos muito rápido a tudo, e quando algo começa a ser contínuo, cíclico, previsível, nosso cérebro começa a ignorar e isso pára de nos gener.
A dor, ela conhece bem isso - as nossas sinápses racionas e as automáticas - e assim muda de forma e intensidade toda hora, sempre nos lembrando que ela está lá.
É, a dor não é nada burra...
domingo, 9 de maio de 2010
O pêso do futuro brilhante
É normal me sentir repetitivo.
Não, não que eu repita as coisas. Talvez também. Mas não isso.
Repetitivo no sentido de repetir o que os outros já fizeram.
(Objetividade) Os erros que os outros já fizeram.
Eu não queria ser assim umbigolista.
Eu tenho avançado, sabia? Eu tenho pensado tanto no próximo...
É, talvez até de mais.
Mas como posso eu realizar minhas mais profundas necessidades e, ainda, por o próximo antes de mim?
Tudo bem, eu nem sei quais são os meus quereres, o próximo pode passar na minha frente enquanto eu reflito. E aí vem o medo de passar a vida inteira ali, meio deslocado da fila, meio que guardando meu lugar, mas dizendo com um sorriso instantâneo "não, não, pode passar, eu tô esperando." E bom, ficar lá refletindo. E esperando.
Não, não que eu repita as coisas. Talvez também. Mas não isso.
Repetitivo no sentido de repetir o que os outros já fizeram.
(Objetividade) Os erros que os outros já fizeram.
Eu não queria ser assim umbigolista.
Eu tenho avançado, sabia? Eu tenho pensado tanto no próximo...
É, talvez até de mais.
Mas como posso eu realizar minhas mais profundas necessidades e, ainda, por o próximo antes de mim?
Tudo bem, eu nem sei quais são os meus quereres, o próximo pode passar na minha frente enquanto eu reflito. E aí vem o medo de passar a vida inteira ali, meio deslocado da fila, meio que guardando meu lugar, mas dizendo com um sorriso instantâneo "não, não, pode passar, eu tô esperando." E bom, ficar lá refletindo. E esperando.
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