...Por isso é que eu sou um vampiro e com meu cavalo negro eu apronto
E vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro
Por isso é bom não se aproximar
Muito perto dos meus olhos
Senão eu te dou uma mordida que deixa na sua carne aquela ferida
Na minha boca eu sinto a saliva que já secou...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
a(u)tor
Atores de verdade nos fazem condenar atitudes que consideramos normais na vida fora da luz baixa e dos assentos voltados para o palco.
O verdadeiro ator nos recria durante a sua presença. Mesmo sendo esta, uma mentira temporária.segunda-feira, 17 de março de 2008
Eu com a música.
A música.
Ah, a música!
A música me lembra os dias em que saia da rota seguida diariamente.
Essa música gostosa, leve, de um balanço quase infantil.
Me guiava pelas ruas, pelas janelas. Fechado na música, ela me contava histórias, me falava de dramas distantes e mitologias perfeitas. Me falava de amores.
Por que se fala tanto de amor nas músicas?
Ela transformava a agonia da espera, uma idealização de futuro. Futuro junto ao seu.
E fazia o momento tão esperado, lhe ver sorridente abrindo a porta de sua casa e falando da sua preocupação com a minha demora, parecerem instantes.
Hoje a tomo em doses controladas, pros sabores do saudosismo que tenho desses momentos não se dissiparem nas rotas do meu dia-a-dia.
Ah, a música!
A música me lembra os dias em que saia da rota seguida diariamente.
Essa música gostosa, leve, de um balanço quase infantil.
Me guiava pelas ruas, pelas janelas. Fechado na música, ela me contava histórias, me falava de dramas distantes e mitologias perfeitas. Me falava de amores.
Por que se fala tanto de amor nas músicas?
Ela transformava a agonia da espera, uma idealização de futuro. Futuro junto ao seu.
E fazia o momento tão esperado, lhe ver sorridente abrindo a porta de sua casa e falando da sua preocupação com a minha demora, parecerem instantes.
Hoje a tomo em doses controladas, pros sabores do saudosismo que tenho desses momentos não se dissiparem nas rotas do meu dia-a-dia.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
O que está acontecendo?
O enjoô vem;
Vem após a vertigem desorientadora. A falta de espaço, de ar e de tempo.
O desconforto físico é de ordem psicológica.
Assustado;
Atormentado pelo o que pode ter feito, com sua inconsequência adolescente.
O enjoô continua;
Continua e a cabeça parece pequena de mais, leve de mais, fria de mais...
O pescoço trava, a mão esfria, umidece.
Mudando os focos, a vertigem aumenta.
Precisaria correr, sair dali, mas respousar. Os braços e pernas estão amolecidos. Respirar, precisa de calor e de frio, precisa vomitar;
Vomitar tudo que engoliu até agora.
O enjoô não cessa.
Vem após a vertigem desorientadora. A falta de espaço, de ar e de tempo.
O desconforto físico é de ordem psicológica.
Assustado;
Atormentado pelo o que pode ter feito, com sua inconsequência adolescente.
O enjoô continua;
Continua e a cabeça parece pequena de mais, leve de mais, fria de mais...
O pescoço trava, a mão esfria, umidece.
Mudando os focos, a vertigem aumenta.
Precisaria correr, sair dali, mas respousar. Os braços e pernas estão amolecidos. Respirar, precisa de calor e de frio, precisa vomitar;
Vomitar tudo que engoliu até agora.
O enjoô não cessa.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Espectador.
Como espectador pela janela começo a assistir esta jovem alma calçada em sandálias amarelas.
Ela varre a varanda.
Parece estar preocupada com o mundo lá fora. Mesmo assim, na sua pose, mostra olhos seguros de seu lugar e, em esporádicas festas na churrasqueira, eles brilham com a brasa, e ela brinca, ri e fala alto.
Será que é casada?
E há este homem que sai junto o sol para o dia, em seu carro popular de último ano, estacionado de qualquer forma no vasto gramado. Ele fuma e tem amigos. Eles chegam nas pontas dos pés, nas madrugadas em que saio pra tomar ar em meu pequeno gramado sintético.
Por aparentar ter seus 30 anos, acredito que o homem já formado não seja filho desta jovem mulher.
Ela transparece versatilidade e boa adaptação a vida moderna. Cabelos curtos e descoloridos como a de alguma personagem de filmes.
Gosto de ficar imaginando que tipo de vida ela tem e o que faz, quando não está com suas sandálias amarelas varrendo a varanda.
Ela varre a varanda.
Parece estar preocupada com o mundo lá fora. Mesmo assim, na sua pose, mostra olhos seguros de seu lugar e, em esporádicas festas na churrasqueira, eles brilham com a brasa, e ela brinca, ri e fala alto.
Será que é casada?
E há este homem que sai junto o sol para o dia, em seu carro popular de último ano, estacionado de qualquer forma no vasto gramado. Ele fuma e tem amigos. Eles chegam nas pontas dos pés, nas madrugadas em que saio pra tomar ar em meu pequeno gramado sintético.
Por aparentar ter seus 30 anos, acredito que o homem já formado não seja filho desta jovem mulher.
Ela transparece versatilidade e boa adaptação a vida moderna. Cabelos curtos e descoloridos como a de alguma personagem de filmes.
Gosto de ficar imaginando que tipo de vida ela tem e o que faz, quando não está com suas sandálias amarelas varrendo a varanda.
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