quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Noite passada foi dedicada ao saudosismo, àquilo que passou e que nós fingimos - em meio a gargalhadas etílicas ou sorrisos timidamente amarelados - que nos faz falta. Também dedicada àquelas promessas que não vão se cumprir, mas que servem de fertilizante para as relações, assim como uma garantia de ambas as partes demonstrando que mesmo depois de tanto tempo, ainda há interesse em estar perto da pessoa.

E os pilares do interesse continuam suportando essa mesa de jogo bamba que chamam Vida.

 

 

[...]

 

 

“Vai chover de novo, deu na TV

O povo já se cansou de tanto o céu desabar

Nada pode se fazer, se a chuva quer trazer você pra mim

Não faz assim, não vai pra lá.”

“Quem é você pra me chamar aqui, se nada aconteceu?

Me diz!

Foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?

Cadê aquele outro homem?

Você me parecia tão bem

A chuva já passou por aqui, eu mesmo que tratei de secar

Quem foi que te ensinou a rezar?

Que santo vai brigar por você?”

“Deixa pra lá, eu vou, adeus.”

2 comentários:

Gabriel Abreu disse...

mudança de humor ou será de homem?

disse...

e incrível como serve para todas as relações.


a vida é ridícula,
é quase tudo um grande fingimento.

não me canso de ter saudades.