terça-feira, 4 de março de 2008

redação escolar

Caos urbano pós-revolução industrial; não há tempo para o tempo neste espaço. A vida, aqui, só pega seu raio de sol se penetrar na pressa, na competitividade, na "falta-de-tempo".

Quando tiramos um tempo para respirar e parar para pensar em nossas aspirações além do horizonte cotidiano, geralmente estacamos perplexos no "porque?": Por que e para onde correr? Por que tudo isso? Qual o porquê dessa falta de calma?

A paciência se tornou rara para todos, invariavelmente. Já não existe nem para os filósofos-por-opção ou para os que procuram fugir à regra, já que nessa a calma foi há muito expulsa e exilada. Seja no trânsito, em casa, no trabalho ou com os amigos, sempre há um espacinho para a irritação e a falta de discernimento permearem. Na verdade, pode-se dizer que temos assentos reservados para a falta de paciência, patologia do mundo moderno.
Ela nos assiste infartar, ficarmos melancólicos, perdermos a postura e a linha, irracionalizar.


"Nós queremos o mundo e nós queremos já!" diziam rebeldes, há muito sem paciência, na década de 1960.
A falta de paciência já moveu multidões, reevoluções, quedas e melhorias. Mas tal ideologia revolucionária está aplicada no dia-a-dia, queremos tudo e queremos já! Pois é isso que nos é exigido e ensinado desde muito antes da formação de nosso caráter.

Não preciso de argumentos nem provas, na realidade, pois é possível constatar por si só, olhando o caos a sua volta e dentro de você.

Verdade que talvez você não tenha paciência para tanto.

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